Domingo, 18 de Maio de 2008

REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS
A Solenidade da SS. Trindade, para além de afirmar que o Deus cristão é “um Deus em três pessoas” iguais e ao mesmo tempo distintas, é um convite a contemplar Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor. As leituras começam por nos falar de Deus, Deus da comunhão e da aliança, apostado em estabelecer laços familiares com o homem. Deus auto-apresenta-Se: Ele é clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia.

A seguir falam da realidade de um Deus que é comunhão, que é família e que pretende atrair os homens para essa dinâmica de amor.

Finalmente temos um convite a contemplar Deus cujo amor pelos homens é tão grande que O leva a enviar ao mundo o seu Filho único; e Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, até à morte na cruz, a fim de oferecer aos homens a vida definitiva.

Neste dom total de Si mesmo está contida toda a grandeza do coração de Deus.

HOJE É A FESTA DAS FAMÍLIAS NA DIOCESE DE COIMBRA

(Reflexão a prpósito)

Sabemos que a família se vê profundamente ameaçada por factores que atentam contra sua estabilidade e sua integridade. É necessário que os cristãos a defendamos com paixão e valentia.
O fundamento de toda vida familiar é o amor. Se o amor entre os esposos se debilita, ou se perde, toda a família está em perigo. Por isso, a principal preparação do casal, para chegar ao matrimónio, é a educação para o amor, mas, para o verdadeiro amor.
Digo isso porque hoje existem grandes confusões. O amor não é o mesmo que um sentimento de atracção nem uma paixão incontrolada e sensual. Não é o mesmo que uma atracção física entre homem e mulher, nem é verdadeiro amor àquilo que tantas vezes aparece nos meios de comunicação e que não passa de um mal dissimulado sensualismo.
O verdadeiro amor não é uma experiência passiva, sim uma atitude activa que exige algo de mim. O amor é essencialmente dar, é esforçar-se por fazer feliz o outro. Para a maioria, o amor consiste em “ser amado” e não em “amar”. Ficam à espera que o outro o faça feliz. Preocupam-se em parecer atractivos, agradáveis... Amar, para eles, é receber, é gozar, é desfrutar.
Por isso não é de estranhar que uma onda de sensualismo avance na nossa juventude e ameace destruir a alegria, a pureza e a beleza do amor, para o converter num materialismo sensual, fonte de muitos desenganos, dores e fracassos.
A preparação para o matrimónio deve começar na juventude e prolongar-se até que amadureçam o amor e as atitudes interiores que farão que os jovens cheguem a ser bons esposos e pais; a principal “profissão” deles e a arte mais difícil de aprender.
Hoje vemos inumeráveis casos de pais que não compreendem os seus filhos, que não são capazes de educá-los e ganhar a sua confiança. Vemos muitos esposos que não são capazes de perdoar-se, de superar os seus defeitos de carácter, etc. E a verdade é que chegaram ao matrimónio praticamente sem preparação alguma, salvo o noivado: sem formação das virtudes morais e sociais, essenciais para formar um bom lar. Para o exercício da profissão civil, dedicam-se anos de estudo. Ao contrário, para se preparar para o matrimónio, dedica-se pouco. Às vezes nada, ou quase nada. Por que nos surpreendemos de que haja muitos fracassos matrimoniais e familiares?
A Igreja faz esforços para preparar os noivos antes do seu matrimónio. Mas essas reuniões preparatórias são insuficientes. O trabalho de preparação para o matrimónio deve ser feito também nos estabelecimentos educacionais, nos grupos de formação juvenil e, de maneira especial, no lar.
A família é a grande escola de amor. Nela aprendemos e praticamos o amor em suas múltiplas formas: o amor de filhos frente aos pais. O amor fraternal com os irmãos. O amor esponsal experimentado no exemplo dos pais. E também o amor a Deus.
É na família, onde experimentamos o amor, o serviço, o perdão, a bondade, a entrega de uns por outros e também o sacrifício e a renúncia por amor.
Toda a santidade e a beleza do amor familiar encontram o seu modelo terreno na Família de Nazaré. Jesus que veio construir um mundo novo passou 30 anos junto a Maria, esforçando-se por viver o novo ideal cristão de família, e apenas três anos, na vida pública. D’Ele aprendeu Maria a importância da família.
Por isso, aonde Ela ia, criava um ambiente de lar: na casa de Isabel, em Caná, no Cenáculo. E
desde então aonde chega, cria família de imediato, converte os homens em filhos e irmãos. Assim foi na sua vida terrena e essa é a graça própria que Ela reparte agora a partir do Céu.
Peçamos à SS. Virgem que ajude a criar em todos nossos lares um ambiente de amor pessoal. Se abrirmos as portas de nossos lares ao poder educador de Maria, então Ela se converterá em nossa Mãe e Educadora.

Para a reflexão - 1. Como preparo meus filhos (as) para o matrimónio? 2. Colaboro em minha paróquia na formação dos noivos? 3. Sou uma pessoa que cria ambiente de família?
(Padre Nicolás Schwizer N° 35 – 15 de maio de 2008)

A Páscoa do Doente (Conclusão)
A celebração da Santa Unção - Como os demais sacramentos, também o sacramento da Santa Unção é uma celebração litúrgica e comunitária da Fé, quer tenha lugar no seio da família, quer no hospital ou na igreja, para um só doente ou para um grupo.
É muito conveniente que seja celebrada durante a Eucaristia, memorial da Páscoa do Senhor. (CIC 1517).
A celebração deste sacramento será tanto mais rica quanto mais se desenvolver dentro de um contexto específico de esperança cristã. Se possível, deve ser precedida pela confissão individual do doente.
É um sacramento a receber pelos fiéis quando por doença ou idade avançada começam a estar em risco de vida e confere uma graça especial que une mais intimamente o doente à Paixão de Cristo, para o seu bem e de toda a Igreja, dando-lhe conforto, paz, coragem, e também o perdão dos pecados, se o doente não se pode confessar e esteja arrependido de suas culpas, ao menos com a dor de atrição. Este sacramento permite, por vezes, se for a vontade de Deus, também a recuperação da saúde física. Em todo o caso, a Santa Unção prepara o doente para a passagem à Casa do Pai.
O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agrava ou então no caso doutra doença grave.
A celebração deste sacramento consiste essencialmente na unção com óleo benzido, se possível, pelo Bispo, na fronte e nas mãos do doente (no rito romano, ou também noutras partes do corpo segundo outros ritos), acompanhada da oração do sacerdote, que implora a graça especial deste sacramento.
É importante não fazer do sacramento da Santa Unção um rito mágico com determinados efeitos garantidos, como seja lavar almas do pecado ou dar de modo automático a saúde corporal.
Os sacerdotes, (bispos e presbíteros), ministros dos sacramentos da cura, são convidados a revestir a mesma atitude de compaixão de Jesus: “Contemplando a multidão encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida como ovelhas sem pastor”. Toda a comunidade cristã, no conjunto de todos os fiéis, recebe a missão de testemunhar o ministério da cura. Todos os discípulos de Jesus são seus continuadores, chamados a colaborar na reconciliação e na cura das pessoas pelo cuidado dos doentes, pela pastoral da saúde, pela compaixão e pela oração. Através do amor e da ajuda fraternas, do acolhimento atento e da visita discreta aos que sofrem, os fiéis podem irradiar à sua volta a esperança, a harmonia, a serenidade. Podem igualmente participar na celebração comunitária dos sacramentos. Desta forma, a comunidade evangeliza preparando para o sacramento e prolongando-o na vida.
A Comunhão em forma de Viático - É a Eucaristia recebida por aqueles que recebem a Santa Unção. Chama-se “Viático”, isto é, “alimento para o caminho”, em referência aos naturais destinatários do sacramento - doentes ou de idade avançada – mais necessitados, por essa razão, da ajuda divina. A Eucaristia é, como de todas as outras vezes que se comunga, a Comunhão do Corpo e Sangue de Cristo morto e ressuscitado. Contudo, neste contexto, transforma-se em semente de vida eterna e potência de ressurreição.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Novo Bispo Auxiliar para o Porto

Bento XVI nomeou o Cón. João Lavrador novo Bispo Auxiliar do Porto. Tem 52 anos e era Pró-Vigário Geral da Diocese de Coimbra. A ordenação episcopal terá lugar no dia 29 de Junho, às 16h00, na Sé Nova de Coimbra. O lema episcopal escolhido pelo novo Bispo é “Tu Segue-Me” (Jo.21,22).
O novo Bispo, sacerdote desde 1981, desempenhou vários cargos na Diocese de Coimbra, o mais mediático dos quais foi o de capelão do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, onde faleceu a Irmã Lúcia.
No plano nacional, desempenhou desde 1999 as funções de Secretário da Comissão Episcopal responsável pela área das Comunicações Sociais, que desde 2005 se denomina de Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Esta Comissão é presidida, precisamente, por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, de quem vai ser agora Auxiliar.
D. João Lavrador nasceu a 18 de Fevereiro de 1956, em Seixo de Mira, Distrito e Diocese de Coimbra. De 1966 a 1980 frequentou os seminários diocesanos e foi ordenado sacerdote a 14 de Junho de 1981, na Sé Nova de Coimbra. Entre 1984 e 1988 foi responsável pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Assistente Regional do CNE.
Nos anos de 1988 a 1991 frequentou a Universidade Pontifícia de Salamanca, terminando a sua licenciatura canónica e posterior doutoramento, na área da Teologia Dogmática.
A 7 de Maio de 2008 é tornada pública a sua nomeação como Bispo Auxiliar do Porto.
As nossas Paróquias de Arganil, Sarzedo e Secarias, tendo beneficiado tanto da sua dedicação, agradecem e desejam fecundo trabalho apostólico.

A PÁSCOA DO DOENTE
A Santa Unção - O Novo Testamento é o testemunho da ressurreição de Jesus Cristo.
O Sacramento da Unção é um contacto sacramental com Cristo Bom Pastor que a-nuncia o evangelho e cura os doentes, infunde confiança, paz e fortaleza para en-frentar a doença e estende sobre nós a sua mão protectora para nos associar ao misté-rio da sua paixão, morte e ressurreição.
Celebrar o sacramento da Santa Unção é proclamar a vitória da Vida eterna, que na história está a acontecer como divinização do ser humano na medida em que este se humaniza.
É importante que os enfermos que celebram o sacramento da Santa Unção entendam que a vida eterna já está a emergir no seu íntimo. De facto, Deus assume e diviniza a pessoa humana na medida em que esta se humaniza, isto é, na medida em que se transforma em ser espiritual capaz.
Este sacramento é um espaço privilegiado para crescer na sabedoria que gera em nós o sentido profundo da vida, é um espaço importante para os doentes tomarem consciência da acção do Espírito Santo a actuar: o Espírito Santo vai-nos introduzindo progressivamente na família de Deus como filhos em relação a Deus Pai e irmãos em relação a Deus Filho. “Aquele que se une ao Senhor é com Ele um só Espírito”. Mediante o sacramento da Santa Unção, o Espírito Santo conduz os crentes que o celebram para a sabedoria que os capacita para aprender a morrer.
É importante que a celebração da Santa Unção seja orientada no sentido de levar os doentes a saborear o amor de Deus vivo que está connosco nas nossas situações de sofrimento, não como causa desse sofrimento, mas sim garantia de vitória sobre toda a forma de sofrimento e de morte.

A Igreja e a sua relação com os doentes - A Igreja e os fiéis sentiram sempre como um mandato do Senhor a visita e oração pelos doentes em ordem a alcançarem a fortaleza perante a prova do sofrimento. “A assistência do Senhor pela força do Seu Espírito, visa levar o doente à cura da alma, mas também à do corpo, se tal for a vontade de Deus” (CIC 1520).
Tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, a Igreja, procura pô-la em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui sobretudo um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: “Quem está doente, chame os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo em nome do Senhor”.
O Ritual recorda a Carta de São Tiago o­nde são referidos os efeitos do sacramento: “salvará o doente; o Senhor o confortará; se tiver pecados ser-lhe-ão perdoados”. Estas três expressões (salvar; confortar; perdoar), que nos lembram a visão integral da doença e da cura, aparecem depois confirmadas na oração sacramental: “Curai pela graça do Espírito Santo a fraqueza deste doente, sarai as suas feridas, perdoai os seus pecados, tirai-lhe todas as dores da alma e do corpo, e restituí-lhe, por piedade, a plena saúde interior e exterior”.
O Concílio ajudou a entender a Unção dos doentes como o sacramento para confortar e recuperar os doentes e não como preparação para a morte. “Pela santa Unção dos Doentes e pela oração dos presbíteros, toda a Igreja encomenda os doentes ao Senhor, sofredor e glorificado, para que os alivie e os salve; mais ainda, exorta-os a que, associando-se livremente à Paixão e Morte de Cristo, concorram para o bem do povo de Deus”.

Domingo, 4 de Maio de 2008

A Páscoa do Doente


Dando seguimento ao que ficou dito no nº anterior do nosso Boletim, isto é, que chegou a hora de prepararmos a “Páscoa do Doente” do próximo dia 25 de Maio, apresentamos, durante as próximas semanas, uma pequena reflexão sobre o Sacramento da Santa Unção, seguindo de perto o texto do Secretariado da Pastoral da Saúde, para o efeito. Como primeiro ponto analisemos o seguinte:

A Morte e o Sentido da Vida
A consciência da nossa morte ilumina o sentido que a vida tem. “A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo da graça e da misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último. Quando acabar a “nossa vida sobre a terra, que é só uma” (LG 48), não voltaremos a outras vidas terrestres. “Os homens morrem uma só vez” (Heb 9, 27). Não existe “reincarnação” depois da morte. (CIC 1013)
À luz da Bíblia, a morte, após uma vida realizada e fecunda, é vista como um acontecimento normal e não como uma tragédia (Gn 25, 8; Jz 8, 32; 1Rs 11, 43). Morrer é, na realidade, a derradeira possibilidade de renascer. Na medida em que aprendemos a renascer aprendemos a viver e a morrer.
Olhando Jesus, descobrimos que há causas que valem para morrer e para viver: o amor. Jesus disse: “Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos”. Quem ama até à morte nasce para a plenitude da vida, deita abaixo os muros das limitações.
A esperança cristã aponta, de modo especial, para a vitória total e definitiva da vida sobre o sofrimento e a morte. Esta vitória é um dom de Cristo morto e ressuscitado. Com a Sua Ressurreição, Jesus vence a morte e o mal e abre-nos a porta da vida nova, a vida eterna, que não é uma realidade real só depois da morte. Após o acontecimento da Encarnação, o divino enxertou-se no humano, para que a vida eterna comece a surgir nele já agora.

A Palavra e os doentes
O Antigo Testamento dá-nos conta da experiência que o homem doente faz das suas limitações e percebe que a doença está misteriosamente ligada ao pecado. Os profetas intuíram que a doença podia ter também um valor redentor em relação aos próprios pecados e aos dos outros. Assim, a doença era vivida perante Deus, da qual o homem implorava a cura. (Lv 13; Sl 50)
A compaixão de Jesus pelos doentes e as numerosas curas são um claro sinal de que, com Ele, chegou o Reino de Deus e a vitória sobre o pecado, o sofrimento e a morte. Com a sua paixão e morte, Jesus dá um novo sentido ao sofrimento. Por isso, unido ao d’Ele, é purificação e salvação para nós e para os outros. (Mt 4, 23-25; Lc 4, 14-19)

Sábado, 26 de Abril de 2008

A Páscoa do Doente
No Boletim nº 153 já sugerimos, para as três Paróquias a trabalhar em unidade pastoral, a celebração da “Páscoa do doente”. Para a Paróquia de Arganil está marcado o dia 25 de Maio. Para as outras duas Paróquias serão escolhidas datas de acordo com as conveniências. É chegada a hora de iniciarmos a sua preparação.
A “Páscoa do doente” (como foi baptizada) pretende ser uma iniciativa que congregue ao nível paroquial todos os agentes que prestam serviço, directa ou indirectamente, aos doentes e idosos das nossas comunidades.
Neste sentido, vamos procurar realizar uma acção concreta e significativa junto das pessoas que mais anseiam pelos sinais da Ressurreição de Cristo: os idosos, os doentes e as suas famílias.
O essencial desta iniciativa passa pela celebração comunitária do Sacramento da Santa Unção, congregando os destinatários directos desse sacramento (doentes e idosos), as suas famílias, as instituições e outros grupos de acção pastoral a eles ligados. Pode haver lugar para um espaço e tempo de convívio e partilha logo após a grande celebração comunitária.
Este apontamento vem reforçar o apelo já feito no sentido de motivar as comunidades para esta celebração. Todas as formas de colaboração são bem-vindas. O grupo constituído para pensar todo o trabalho agradece sugestões, sobretudo no modo de fazer. Ninguém deve ficar de fora. É, portanto, necessário criar uma rede que cubra toda a área das Paróquias, garantindo, assim, a circulação das informações. Em cada lugar deve saber-se quem vem para se organizarem as deslocações bem como tudo o que for necessário.
O Sacramento da Santa Unção, propriamente dito, tem como destinatários os irmãos mais idosos e doentes. Esperamos que as comunidades compreendam que não se trata de dar a Santa Unção a todos os que estiverem presentes na celebração. Trata-se, sim, de ajudar aqueles que precisam de receber o Sacramento, o possam receber em ambiente de festa.
Peçamos as graças de Deus Pai Misericordioso para esta iniciativa e que ela seja um serviço para a construção do seu Reino, pelo anúncio da Boa Nova e no serviço dos mais idosos e doentes das nossas três Paróquias.

Domingo, 13 de Abril de 2008

CULTIVAR O TERRENO VOCACIONAL
Encerra neste domingo a Semana Mundial de Oração pelas vocações Consagradas. É sempre oportuna a reflexão sobre o tema mas justifica-se ainda mais nesta circunstância.
D. António Francisco Santos, bispo de Aveiro e Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, na Mensagem para a Semana de Oração pelas Vocações, refere: “Para compreendermos o Dinamismo, a génese e o percurso de cada vocação devemos mergulhar neste oceano imenso de graça e de santidade, de mistério e de comunhão, de serviço e de missão onde se desenvolvem a vida e o testemunho cristão de cada um de nós".
Subordinada ao tema "Vocações ao Serviço da Igreja-Missão", a mensagem de Bento XVI para esta semana salienta que a Igreja é Missionária na sua essência e em cada um dos seus membros, a Igreja sabe que o imperativo de viver, testemunhar e anunciar o Evangelho é de todos os cristãos desde o Baptismo e sobretudo desde a Confirmação. A vocação tem sempre esta génese e evoca em permanência esta história: "é dom de Deus e é olhar efectivo e afectivo de amor e de compaixão redentora para com o povo". A Igreja vem assim, neste dia do Bom Pastor, lembrar-nos que vivendo como discípulos de Jesus, eles sesentem "enviados em missão, em discretos e anónimos trajectos ou em percursos novos e corajosos junto de quem sofre e de quem trabalha pelas causas justas e urgentes de um mundo em busca de Deus, de dignidade e de esperança".

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

O QUE DEVEMOS REZAR AO TOQUE DAS “AVÉ-MARIAS” OU "TRINDADES"

Desde o domingo de Páscoa até ao sábado antes da SS.Trindade rezamos assim:

V/Rainha do céu alegrai-vos. Aleluia!
R/Porque aquele que mereceste trazer em vosso seio. Aleluia!

V/Ressuscitou como tinha dito. Aleluia!
R/Rogai por nós a Deus. Aleluia!

V/ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!
R/ Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!

Oremos. Ó Deus que vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição de vosso Filho nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos que por sua Mãe a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna

A PÁSCOA E O SOFRIMENTO

Este ano o Dia Mundial do Doente - 11 de Fevereiro - foi dentro da Quaresma. A importância da celebração deste Dia, que coincide com a festa de Nossa Senhora de Lurdes, é um convite a “olharmos para Maria, confiando nela e tomando o seu testemunho de caridade para as nossas numerosas situações de sofrimento físico e moral”.
Bento XVI, na sua mensagem para o Dia Mundial do Doente, diz que "esta data é uma ocasião propícia para reflectirmos sobre o sentido do sofrimento”. E ain-da: “a Igreja continua a missão de Jesus, médico das almas e dos corpos de duas maneiras: orando pelos doentes e ungindo-os com o sacramento da Unção dos enfermos. E também de uma forma prática e material despertando nos corações o amor aos irmãos que sofrem, dando-lhes qualidade de vida, mostrando-lhes o respeito pela vida humana que vai desde a defesa das crianças não nascidas até aos anciãos e doentes sem cura e aos inumeráveis seres humanos postos à margem porque já não produzem e são um peso para a sociedade”.
Estamos a viver o Tempo Pascal. As dores da nossa vida continuam a mortificar-nos, e é visível em muitos rostos a marca do sofrimento. Marcas feitas pela solidão, ou por alguma doença incurável, ou pelo falecimento da pessoa querida que este ano já não está entre nós… O mal e o sofrimento são um mistério que não sabemos explicar. Temos a-penas uma res-posta para este drama: a Páscoa de Jesus. É uma resposta, à primei-ra vista, um pouco estranha, porque não isenta do sofrimento. Pelo contrário, até nos aponta um Deus que também sofre.
Não se trata de termos de sofrer por Ele também ter sofrido. Mas se Deus sofreu, tal como nós, então temos pelo menos uma espe-rança e uma certeza: Ele está connosco no sofrimento. Então há uma saída para o sofrimento: é Ele! Não sabemos até onde é que tudo isto nos leva, mas se Ele também cá está, então descobrimos
“uma luz ao fundo do túnel”.
Consta do Plano Pastoral da Diocese de Coimbra deste ano a celebração, durante o mês de
Maio, da “Páscoa do doente”. Vamos organi-
zar-nos e preparar-nos para esta celebração. Desde já se aceitam nomes de pessoas que estejam interessadas na organização e preparação deste evento.

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Jesus Cristo está vivo!
Os Apóstolos e os discípulos testemunharam o maior acontecimento da história: o Senhor apareceu-lhes vivo - às mulheres que O acompanharam, a Pedro e João, aos discípulos de Emaús, aos Apóstolos no Cenáculo, a Tiago, aos discípulos quando pescavam, a Paulo a caminho de Damasco.
Inicialmente não queriam acreditar, mas tiveram de render-se à evidência: Vi o Senhor! Vimos o Senhor!A Igreja vive, ainda hoje, esta experiência: não seria possível a entrega de tantas pessoas a Cristo e aos mais pobres, se Jesus não tivesse ressuscitado. Toda a História da Igreja é prova da Ressurreição.Cristo não é o fundador de uma nova Religião como Maomé, Buda ou qualquer outro. Eles estão mortos. Jesus está vivo!

CRISTO RESSUSCITOU!
Uma boa continuação de Santa Páscoa para todos!
“Não tenhais medo”.... “... Não te­mais!” (Mt 28, 5.10). Foram palavras dirigidas às mulheres que foram ao se­pulcro de Jesus. Proferidas pelo anjo que lhes diz que Ele ressuscitou, e pelo pró­prio Ressuscitado que as envia a dizer aos “meus irmãos” que partam para a Galileia, que lá O verão.
Para onde irmos, a fim de termos tam­bém a visão pascal? As mulheres tinham aguentado junto d’Ele, na hora da Sua morte. Não tinham fugido como os dis­cípulos.
Se formos para onde se sofre e se morre e se tentarmos não fugir mas aguentar, então estaremos na proximida­de do Crucificado. E temos a esperança de ver n’Ele o vencedor da morte. “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes” (Mt 25, 40).
A nossa Galileia, onde O veremos, fica situada onde as pessoas fazem sua a men­sagem de Jesus, tentando pagar o mal com o bem, falar com verdade, perdoar, promo­ver a paz.
A nossa Galileia fica situada onde houver aceita­ção mútua e amor recíproco. Deixemo-nos, como as mulheres, enviar para a vida, para o mundo. Lá faremos a experiência do Senhor Ressuscitado. Ele é Luz radiosa que vence as trevas do pecado e da morte.

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

IRMANDADES DO ARCIPRESTADO DE ARGANIL
EM JORNADA DE REFLEXÃO E CONVÍVIO


Movimento desusado em Coja no passado domingo, dia 10: As Irman-dades do Arciprestado de Arganil - em número de 16 que compareceram - num total de 232 elementos, na sequência do que tem vindo a fazer-se nos últimos anos, rumaram desta vez até à “Princesa do Alva”. E que bem soube receber!...
A Casa do Povo de Coja disponibilizou os seus espaços para a realização desta actividade.
O encontro teve início com uma breve apresentação, uma por uma, das Irmandades presentes.
Como estava previsto o Padre Pedro Miranda, Vigário Episcopal da Região Sul da Diocese de Coimbra, desenvolveu a seguir o tema sobre a razão de ser das Irmandades, como nasceram, percurso histórico e o lugar que hoje continuam a ter ao serviço das comunidades.
A propósito e gracejando, referiu que “o pulular como cogumelos” das novas “confrarias” disto e daquilo, pouco ou nada tem a ver com as nossas Irmandades. Esta jornada pode e deve ajudar a redescobrir a sua própria identidade, disse.
Foi uma bela reflexão, seguida com bastante atenção por toda a assembleia, dando lugar no final a um interessante diálogo.
A Eucaristia iria decorrer na Igreja Matriz. Organizou-se, por isso, a seguir a procissão para a Eucaris-tia, nela se incorporando as Irman-dades com o colorido das suas opas e ostentando as próprias insígnias, como as fotos documentam.
A Igreja de Coja, embora espaçosa, foi pequena. O grupo coral da paróquia solenizou a Eucaristia e a presidência do Padre Pedro Miranda ajudou à participação por parte de todos.
Finda a Eucaristia todos nos dirigimos para o Pavilhão Polivalente da Casa do Povo onde foi servido um lauto jantar. Ao alimento do espírito era necessário que se seguisse o do corpo e Coja primou também nesta última parte do encontro. Parecia que ninguém tinha pressa para regressar a casa. Uma bela jornada!!!
Parabéns às Irmandades do Arciprestado de Arganil que, desta forma, souberam e quiseram manifestar que estão vivas.
Parabéns à Irmandade de Coja que organizou a jornada e se responsabilizou por toda a logística.
Muito e muito obrigado para a casa do Povo de Coja que colocou à disposição deste evento os seus espaços.

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Bispo há 25 anos



AS BODAS DE PRATA ESPISCOPAIS DO NOSSO BISPO


Foi com muita alegria que no passado dia 27 de Janeiro a nossa Diocese celebrou os 25 anos de episcopado do seu pastor, D. Albino Cleto. «À Igreja de Lisboa chamo-lhe mãe; à de Coimbra chamo-lhe esposa», foi uma das frases mais marcantes do nosso Bispo na sessão solene dessa tarde, no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra. Seguiu-se a Eucaristia de acção de graças, numa Sé Nova que foi pequena para tanta gente. O jantar foi no Centro Cultural D. Dinis.



Perfil biográfico do nosso Bispo


D. Albino Mamede Cleto nasceu a 03-03-1935 em Manteigas (Guarda), mas foi ordenado Padre da Diocese de Lisboa, a 15-08-1959. Trabalhou no Seminário de Almada 19 anos e paroquiou a Paróquia da Estrela por 4 anos e meio. A 22-01-1983 foi ordenado Bispo na igreja dos Jerónimos, ficando Bispo auxiliar de Lisboa. A 29-10-1997 é Bispo coadjutor de Coimbra e é Bispo residencial de Coimbra desde 24-03-2001.

Domingo, 6 de Janeiro de 2008

AS ORIGENS DO NATAL

Segundo o calendário de um tal Filócalo, o Natal de Cristo é celebrado em Roma pelo
menos desde o dia 25 de Dezembro de 336. Facilmente entrou também em Roma e nas restantes Igrejas do ocidente a festa da Epifania, festa nascida no oriente, já que era a 6 de Janeiro que se celebravam as festas pagãs do solstício de Inverno no Egipto, como já vimos. A Epifania (palavra grega que significa «manifestação»), celebrada a 6 de Janeiro, era o Natal nas Igrejas do oriente. Era uma festa que celebrava não só o nascimento de Cristo mas também a adoração dos magos e até o baptismo de Jesus e as bodas de Caná, isto é, toda uma série de acontecimentos que, cronologicamente, aconteceram com muita distância de tempo entre si mas são sobrepostos numa única solenidade litúrgica por serem todos parte da manifestação de Cristo aos homens na carne. O ocidente adoptou logo a Epifania (a 6 de Janeiro) e começou a celebra-la em conjunto com o Natal (25 de Dezembro). O oriente demorou mais algum tempo a adoptar o Natal a 25 de Dezembro, mas com o tempo ambas as festas se começaram a celebrar em todo o mundo cristão. Uma vez que os magos, sendo estrangeiros, não faziam parte de Israel, o Povo de Deus, a Epifania é para nós a manifestação (ou seja, «epifania») de Cristo a todos os povos e da universalidade da Sua salvação, na qual toda a humanidade (e não só o povo hebreu) está incluída.

Sábado, 29 de Dezembro de 2007

O Presépio ao vivo
«A NOSSA IGREJA ESTÁ VIVA!»
Foi este o clamor que encheu a Praça Simões Dias na passada 3ª
feira, dia de Natal, no final da manhã. Por iniciativa do grupo de Catequese de Adultos, a paróquia de Arganil fez neste Natal algo de inédito entre nós: após a Missa do Dia, toda a assembleia se dirigiu para a Praça, com a imagem do Menino Jesus transportada por uma “Virgem Maria” e um “São José” devidamente caracterizados, e realizou-se aí o tradicional beijar do Menino. Foi uma bonita manifestação pública de fé que teve entre os seus principais objectivos fazer a Igreja (cristãos) sair da igreja (templo) e manifestar a sua fé diante dos que não vão à igreja, dizer que «a nossa Igreja está viva»; e quebrar aquele tremendo dualismo que opõe o «dentro da igreja» ao «fora da igreja», dualismo que se instalou desde há muito nas nossas mentalidades e nos conduz à falsa ideia de que a santidade é para ser vivida só dentro da igreja, enquanto fora da igreja somos «homens como os outros». Foi um momento muito belo e cheio de mensagem e significado para a nossa vida, um momento que é bom continuar a repetir com cada vez mais e melhor participação.

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Onde e quando nasceu Jesus?

Perguntemos a Maria Mada­lena onde e quando nasceu Jesus, e ela nos responderá:
- Jesus nasceu em Magdala. Foi certa vez, quando a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.
Perguntemos ao Apóstolo Pe­dro quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no pátio do palá­cio de Caifás, na noite em que o galo cantou, no momento em que eu 0 havia negado. Foi nesse instante que a minha consciência acordou para a verda­deira vida.
Perguntemos a Saulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus. Ele respon­derá:
- Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: "Saulo, Saulo por que Me persegues?" E na cegueira passei a con­templar um mundo novo, quando eu Lhe disse: "Senhor, o que queres que eu faça?"
Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus. Ele nos responderá:
- Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que Ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado teste­munhar que a morte não ti­nha poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sen­tido de suas palavras: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida".
Perguntemos à Samaritana o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus. E ela nos responderá:
- Jesus nasceu junto ao poço de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse: "Mulher, Eu posso dar-te a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica os seus filhos.” Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e pedi-Lhe: "Senhor, dá-me dessa água.".
Perguntemos a João Baptista quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:
-Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, me pediu que O baptizasse. E ante a meiguice do seu olhar e a majes­tade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto: "Este é o meu Filho muito amado, em quem Eu me compra­zo!" Compre­endi que che­gara o momento d'Ele crescer e eu dimi­nuir, para a glória de Deus.
Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus? Ele nos responderá:
- Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: "Lázaro, vem para fora". Neste momento compreendi finalmente quem Ele era: A Res­surreição e a Vida!
Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus, e ela nos respon­derá:
- Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas para o seu berço de palha. Foi quando O segurei em meus braços pela primeira vez, que senti cumprir-se a pro­messa de um novo tempo atra­vés daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do Amor.
E para nós, quando nasceu Jesus?... E se descobrirmos que Ele ainda não nasceu?
Então, procuremos urgente­mente fazer com que Ele nasça em nossos corações, porque quando isso acontecer, teremos finalmente entendido o Natal e encontrado a Luz do Mundo. (Foi tirado de “A Cruzada”, pp337-339)

Sábado, 27 de Outubro de 2007

Petição

Corre na internet e não sei se também por outros meios, uma "Petição contra a discriminação dos pais casados ou viúvos em sede de IRS", cuja subscrição continuará aberta aos cidadãos até ao dia da aprovação do Orçamento de 2008.As associações subscritoras viram-se obrigadas a recorrer a este meio porque as constantes chamadas de atenção para a política dirigida contra as famílias formalmente constituídas, quer em reuniões com governantes e grupos parlamentares, quer nas Comissões da Família e de Concertação Social na última dezena de anos, não têm tido qualquer eco por parte dos governantes.Como já mais que uma vez nos fizemos eco, o código do IRS penaliza fortemente os pais casados ou viúvos, ao não permitir que possam deduzir ao seu rendimento o valor de 6.500 Euros por filho, permitindo aos pais com qualquer outro estado civil fazê-lo através da pensão de alimentos, o que é uma inaceitável violação dos artigos 13º, 67º e 104º da Constituição da República Portuguesa.Quer dizer, uma pessoa vivendo em “União de facto” ou “Separação de facto” e até uma pessoa com o estado civil de casada ou solteira pode fazer a sua declaração de rendimentos como "unido de facto" com um irmão seu, desde que este seja maior de 16 anos, mas se o fizer como casada legalmente com o seu marido já não tem direito àquele desconto.Como se vê, trata-se duma lei aberrante, altamente penalizadora das famílias legalmente constituídas, mas que nenhum dos últimos governos quis mudar.Alguns casais já começaram mesmo a recorrer ao divórcio apenas para efeitos legais, continuando a viver em “União de facto”.A continuar assim mais vale o governo acabar com a figura de casamento civil. Quem quiser casa-se religiosamente – o que actualmente em Portugal não é possível – ou fica a viver em “União de facto”, estado que a Igreja Católica e outras Comunidades religiosas consideram irregular para os seus fiéis.
tirado de: Ver para crer

Sábado, 22 de Setembro de 2007

PESADELOS DE UMA PROFECIA FALHADA

Foi muito curiosa, apesar de esperada, a reacção dos responsáveis do Ministério da Saúde em diversos graus e escalões, perante a primeira contagem dos abortos realizados, com um mês de vigência da lei. Só 300? Como é possível acontecer assim? Estamos perdidos! E multiplicaram-se as explicações para esta desgraça (!), para eles inesperada. Até que, dias depois, as vozes apareceram mais animadas. Já eram 526! Mas lamentava-se, em surdina, que sete ou oito mulheres, (que pobre gente!) depois das explicações regulamentares recebidas, tinham desistido de abortar. E lá se foi dizendo, como que a prevenir para evitar derrotas morais, que se esperavam 1600 abortos por mês... Só com estes se pode dar razão às razões e promessas do referendo... Se não aumentarem os abortos a pedido, dizia-se nas entrelinhas, como se poderá chegar aos 30 mil clandestinos de que tanto se falou na campanha? 0 fantasma, porém, está aí de novo. 0 problema é preocupante, porque os do "não" continuam em campo e não vão desarmar, nem se vão calar... Que pesadelo! Como se não bastassem os números.
[...] A descriminação entre uma parturiente normal, trabalhadora, e uma grávida que quer abortar é simplesmente inadmissível. Os muitos direitos desta fazem correr o ministério para que tudo se resolva sem encargos para ela, aqui, ali ou além. E no resto da saúde? Portas abertas para fazer abortos, portas fechadas para milhares de portugueses que esperam em vão por uma cirurgia urgente, que se resolve a conta gotas, pondo o Ministro a ser ridículo pelas explicações que dá ao pais.
Sobra cada vez mais pano para fazer mangas. É preciso continuar. Que a gente que pensa, acorde e perceba, perante o que se vê, se vive e se legisla, que as soluções legais, nem sempre são justas, morais e éticas. E que as políticas, muitas vezes são um logro.

(D. António Marcelino, bispo emérito de Aveiro, in Correio do Vouga, 29-08-07)

QUEM DIZ QUE JÁ NÃO HÁ JOVENS COM VALORES?

Kaká é um talentoso jogador brasileiro, médio do AC Mìlan e não se envergonha de dizer que é cristão e que vive de acordo com a sua fé.
Tem dado muito que falar o facto de ele ter confessado recentemente que chegou virgem ao casamento. "A Bíblia diz que o amor verdadeiro só se alcança com o matrimónio e eu e a minha noiva tivemos de ter paciência durante três anos porque fui para Itália e ela era muito jovem para me acompanhar", referiu o jogador numa entevista.

Kaká, tem actualmente 25 anos e é casado há menos de um. Para ele, chegar virgem ao matrimónio foi algo perfeitamente normal, dadas as suas crenças profundamente cristãs.
Confessa também que é estar afecto à sua fé que o faz ser bastante pacato. "Não costumo sair muito à noite e só bebo sumo quando festejo as vitórias da minha equipa. Quando há festa, por alguma vitória importante, também levo a minha mulher. Aliás, quando ela ainda vivia no Brasil, fizemos um pacto: podíamos sair com os amigos, mas íamos para casa à meia-noite para nos telefonarmos".
A fé é intemporal! Não é de antigamente nem do futuro, é de sempre! 0 que é preciso é que cada geração saiba aplicar ao seu tempo os valores que não têm tempo, porque são eternos.